No Encontro Mundial dos Diplomatas 2026, a empresária e pastora aproxima fé, comunicação, desenvolvimento humano e fortalecimento das famílias.
Na Comunidade Batista da Restauração, em Belém do Pará, a palavra restauração não está presente apenas no nome. Ela define uma trajetória de mais de duas décadas dedicada ao acompanhamento de famílias, à formação de lideranças e ao acolhimento de pessoas em momentos de fragilidade. Antônia Nerivalda Brito de Oliveira participou da fundação desse espaço e fez dele uma parte central de sua vida.
Pastora, administradora, empresária e psicanalista clínica, Antônia construiu uma atuação que reúne diferentes perspectivas sobre o desenvolvimento humano. A Teologia sustenta sua caminhada ministerial. A Administração, o Marketing e a formação em Coaching ampliam seus recursos para estruturar projetos, comunicar ideias e acompanhar processos de transformação pessoal.
“Há mais de 20 anos, meu trabalho pastoral procura fortalecer famílias, preparar lideranças e acolher pessoas que precisam reconstruir diferentes áreas da própria vida”, afirma.
A continuidade desse cuidado também ajuda a compreender sua trajetória no empreendedorismo. Há mais de 25 anos, Antônia está à frente da Imagem Comunicação Visual, empresa especializada em mídia exterior. Seu trabalho empresarial está diretamente ligado à construção de conexões entre marcas e pessoas por meio de mensagens inseridas nos espaços urbanos.
“Há mais de 25 anos, meu trabalho é conectar marcas e pessoas pela mídia exterior, transformando espaços urbanos em oportunidades reais de comunicação”, explica.

Na publicidade OOH, sigla em inglês para Out of Home, a mensagem encontra o público durante seus deslocamentos cotidianos. Visibilidade, localização e capacidade de comunicação precisam funcionar simultaneamente. Ao longo de sua trajetória, a Imagem conquistou a confiança de marcas nacionais por meio de projetos voltados à presença, à visibilidade e ao reconhecimento público.
A empresa representa outra dimensão da liderança de Antônia. Conduzir um negócio por mais de duas décadas exige acompanhar transformações na cidade, no mercado publicitário e no comportamento das pessoas. Essa capacidade de adaptação estabelece um diálogo natural com sua experiência na liderança religiosa e no desenvolvimento humano.
Na Comunidade Batista da Restauração, Antônia desenvolve seu ministério ao lado de outras lideranças. O trabalho envolve comunicação, orientação, acolhimento e fortalecimento de vínculos. Se, na mídia exterior, uma mensagem precisa ser percebida em poucos segundos, no cuidado pastoral o tempo funciona de outra maneira. Ali, é necessário acompanhar histórias, processos e transformações que nem sempre apresentam resultados imediatos.
Como Diplomata Civil Humanitária da Jethro Internacional, Antônia levou esse repertório ao Encontro Mundial dos Diplomatas 2026. Realizado de 4 a 11 de setembro, a bordo de um cruzeiro MSC, o evento reuniu líderes, estrategistas e formadores de opinião em uma programação marcada por diálogos globais, painéis sobre cooperação internacional, experiências culturais e momentos de integração.

O título de Diplomata Civil não corresponde à representação oficial de um governo. No caso de Antônia, está relacionado a uma atuação institucional voltada ao diálogo, ao serviço e à aproximação entre pessoas. Sua participação no encontro encontra sentido em uma trajetória que combina formação de lideranças, comunicação, empreendedorismo, fé e fortalecimento das famílias.
“Acredito em uma liderança que una fé, conhecimento, comunicação e ação social, sempre com o compromisso de servir a Deus e às pessoas”, declara.
Durante os sete dias de navegação, as sessões oficiais dividiram espaço com jantares, atividades e conversas menos formais. O convívio permitiu conhecer iniciativas desenvolvidas em diferentes regiões, compartilhar experiências e identificar possibilidades de colaboração que poderão continuar depois do desembarque.
Antônia participou levando a experiência de quem aprendeu que liderança não se sustenta apenas pela autoridade de um cargo. Ela depende de coerência, escuta e presença. Na empresa, isso significa construir relações de confiança enquanto a paisagem urbana, a tecnologia e o setor publicitário se transformam. Na comunidade, significa acompanhar famílias, acolher pessoas e preparar novas lideranças para assumir responsabilidades.

Sua trajetória revela, assim, uma conexão entre dois universos aparentemente distintos. De um lado, a comunicação que ocupa os espaços públicos e busca alcançar pessoas em meio à rotina das cidades. De outro, a comunicação que acontece no contato pessoal, na escuta e no acompanhamento de quem precisa reconstruir alguma dimensão da própria vida.
Ao retornar a Belém, essas duas experiências permanecem ligadas por uma mesma tarefa: comunicar com clareza sem perder a capacidade de ouvir. Seja diante de uma marca que precisa encontrar seu público, seja diante de uma pessoa que procura reconstruir a própria história, a liderança de Antônia começa quando a mensagem deixa de ocupar apenas um espaço e passa a criar uma conexão.
É nesse ponto que fé, comunicação e serviço deixam de ser campos separados e passam a integrar uma mesma visão de liderança: aquela que não apenas transmite uma mensagem, mas procura transformar a realidade de quem a recebe.


